Adoro receber coisas escritas em pedaços de papel. Cartas, bilhetinhos, até listas de coisas. As vezes essas pequenas coisas, ou a falta delas, me mata e me mantém morta por várias horas.Dou uma de grande independente, de estou-pouco-ligando, mas a verdade é que tenho enorme ânsia em agradar e ser querida, e a falta de um "fique bem" numa porra de mensagem de celular me deixa triste por horas, faz-me entupir de calmantes para dormir mais depressa e dormir mais tempo, até quem sabe a tristeza passar e me vier aquela sensação de "não-era-mesmo-tão-importante-assim". Quem, eu? Não, eu não sou mesmo. Passando pelas milhões de explicações psicológicas e outras lógicas sobre porque precisamos uns dos outros, eu não sou absolutamente nada. Um amontoado de coisas para esconder o triste: o nada. Talvez isso explique a quantidade de gente ruim que tem tantas pessoas sempre a sua volta.Existe algo, mas o nada é insuportável. Melhor o mau cheiro que cheiro nenhum. E minha ânsia, minha solidão, meu amor-pra-dar" não cheira, não fede, não vale coisíssima nenhuma. Minhas mãos estendidas e meus ouvidos atentos são ridículos.
Eu trabalhei lá naquele lugar.Ninguém gostava de mim. Eu moro nessa cidade e ninguém aqui nunca vai me dar a mínima. Passei desavergonhadamente pelo estágio de mendigar atenção, plenamente consciente disso. Eu escrevi umas coisas e ninguém falou nada.Ninguém fala nada.Ando sozinha.

Você não anda sozinha. Estou envergonhado da minha carência, por não ter te ouvido quando precisava. Falhei, eu sei, mas estou aprendendo. Te amo.
ResponderExcluirPelo que vejo,lendo seu blog, o problema parece ser você. Será que são todos que não gostam de você,ou será você que não consegue contentar-se com o que tem?
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