Juro que é sem querer, mas sempre que sei que tem alguém lendo aqui com atenção e interesse na minha vida, fico meio tolhida. Fico travada. Mesmo com toda essa leseira que anda minha vida, uma coisa ou outra ainda passa pela minha cabeça, mas fico com medo da interpretaão, e, meu deus, na maioria das vezes não tem nada para ser interpretado nem nada nas entrelinhas...o que gosto com isso, é de despertar nos meus leitores algo próprio, de dentro deles mesmos, ou que ao menos possam rir das trombadas da minha vida.
Quando quero falar claramente, eu aviso...e se é para alguém em especial, me dirijo diretamente a pessoa (exceções feitas, claro, ás pessoas reais que viraram personagens...aí já era, que elas pensem o que quiserem)
Ando esquisita mesmo.Pode ser efeito do novo (mais um...) medicamento que têm me deixado mais ausente e mais muda do que eu já estava.Leio bem menos e quase não vejo filmes, o que tem deixado minha mente desestimulada...a prova disso foi o quebra-cabeça que finalmente comprei, coisa simples, de 1000 peças, que achei que ia montar em um ou dois dias, e mal encaixei meia dúzia de peças. Sinto minha mente se mover lentamente...às vezes é bom, porque enquanto algo ruim se aproxima lentamente, algo menos ruim pode chegar na frente.
Mas não estou legal. Estou incompleta como pessoa. É um paradoxo, eu sei, tenho alguém ideal para dividir a vida, mas anda me faltando EU. Não, a pessoa nada tem a ver com isso. Eu não sei direito o que tem a ver com isso. Uma coisa eu sei, e eu espero que seja só isso. E que depois dessa peça encaixada, voltem as outras imagens e sentimentos que estão obscurecidos na minha alma.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Big Brother Blog
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Marcadores: devaneios
domingo, 15 de novembro de 2009
...
"Às vezes, o passado é uma coisa que não conseguimos esquecer.
E às vezes o passado é algo pelo que faríamos de tudo para conseguir esquecer.
E às vezes descobrimos algo novo sobre o passado que muda tudo que sabemos sobre o presente."
Nem sempre muda para melhor. Pelo contrário, ás vezes deixa tudo pior do que já está.Já não sei como mudar o presente, e ainda meu passado vêm atrapalhar.Não posso ser eu mesma. Se eu for, não vão gostar.
"Eu perco a hora. Eu chego no fim."
Sempre chego quando as coisas boas já passaram.Sempre chego quando a amizade já está terminando, quando o grupo já está se desfazendo, quando o coração da pessoa já está cansado demais, ferido demais, quando a paixão já há muito deixou de existir, quando o entusiasmo já não tem lugar em nada do que se faz, quando o desejo de melhorar já estão tão desvalido que é melhor ficar por aqui mesmo, jogando um jogo qualquer e lendo bobagens para passar o tempo, que também já não serve para mais nada a não ser, ser passado.
Será que é azar ou sou eu?
Pessoa certa na hora errada, pessoa errada na hora mais errada ainda, pessoa certa para a pessoa errada, um erro completo e total para qualquer pessoa, em qualquer lugar?
Queria ir embora de mim.
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terça-feira, 10 de novembro de 2009
Pânico silencioso
Ontem foi aniversário de minha única irmã. Há muito tempo aniversários deixaram de ter significados importantes no que restou da minha família. Agora tudo que fazemos é "pelas crianças". Pelo emnos fazemos o possível para que elas possam ter momentos normais de infância dos quais se lembrem com prazer depois, mesmo havendo, por trás desses momentos, adultos nada normais ou felizes.Toda criança tem direito a ter lembranças boas de infância. Mesmo ela não sendo lá grandes coisas. Mesmo você já tendo complexos e acessos inexplicáveis de melancolia, e preferindo ir ler num canto a brincar de pega-pega ou seja lá o que as crianças fazem hoje em dia. Ao menos, elas têm o futuro, e o melhor da festa é esperar por ela. Depois que o futuro chega, bom, pode acabar com alguém escrevendo num blog como esse.
Pois bem, foi aniversário dela, e minha mãe comprou um bolo e velinhas e tal, mas não convidou nem eu nem M. Tive uma crise de choro, sei lá exatamente porquê. Ou talvez saiba, eu nunca consigo terminar o muro que me protege dessa coisa de sofrer por não sentirem falta de minha presença em algumas ocasiões. Entendam, era uma coisa a toa e besta, minha irmã pouco ligou, estava mais interessada em sair pra balada do que receber homenagens da família. Mas doeu. Pra caramba.
Não quero entrar aqui na história dos MEUS aniversários. Isso é assunto para outro capítulo. Mas então, tomei um banho, escovei o cabelo, consegui esquecer um pouco o pânico que vem me tirando o sono, o sossego, que me rouba os pensamentos e massacram os sonhos...se bem que esses já viraram pó, e pó alérgico, que me faz ficar doente. Agora terei de me mudar de cidade. Essa então era a grande próxima piada da vida comigo: me mandar para uma cidade horrível, onde o calor é insuportável, onde é mil vezes pior que minha cidade natal, onde não terei nem internet para ver meus filmes e livros, minhas fugas...para poder trabalhar. Para exercer a magnânima carreira de médica veterinária, pela qual vim para essa cidade da qual só imaginava sair para algo muito maior. Ainda não entendi, como não entendi nada, se as coisas ruins que me aconteceram eram para meu bem, bom, o bem ainda não chegou e as coisas ruins continuam acontecendo. Me resta alguma opção?
Chega a noite e prefiro me deitar no chão com M., num colchãozinho apertado, para tentar dissolver um pouco o medo da insônia, do não-sono, da demora no sono. E acordar depois para um novo dia que mais parece uma nova morte. Resignando-me ainda (porque, como li agora há pouco, colapsos não marcam dia para aconteceram), acordo com o barulho de M. teclando sei lá quê no computador, faço minha toalete e vou tomar meu café sozinha.Mesmo que sejam 2 da tarde, não deixo de tomar uma xícara de café ao
acordar, simbolizando aqueles bonitos cafés da manhã de comercial de margarina. Talvez a vantagem de não ter mais internet seja a de acordar com M. ainda do meu lado me dando bom dia com beijinhos, essas bobagens que mulher adora. E quem sabe ele se sente ao meu lado lendo um jornal ou contando um sonho que teve enquanto tomo minha xícara de café.
Always look at the bright side of life, lala lala lala lala
O caralho...mas...fazer o quê?
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sábado, 7 de novembro de 2009
a dor da compaixão
Se sou alguma coisa, essa coisa é teimosa. A mania de escrever tem me trazido mais problemas e me tirado o sossego com algumas pessoas, mas eu não largo o osso. Talvez eu tenha encontrado finalmente algo que é mais mais forte e natural em mim, que sempre andei pela vida meio perdida atrás de algo/alguém que me completasse/fizesse feliz, me compreendesse, e tudo foi como areia escorrendo pelas mãos.
Agora, como escrevo aqui em tempo real, posso dar margem á interpretações muito ao pé da letra e machucar quem está gostando de mim no momento (são sempre os que lêem mais assim, os que me conhecem há bastante tempo raramente se confundem), outros chegados me mandam maneirarno que conto para não machucar quem gosta de mim, e nesse meio onde EU estou? Só tenho aqui para superar, para passar um pouco de bálsamo nas minhas feridas.
Acho que nenhum ser humano comum, normal, tem orgulho de cada minuto de seu passado. E de muitas coisas do presente. Somos um mundo, e não posso me envergonhar ou ficar medindo cada palavra pensando na reação de outrem. Tenho o bom senso que acho o suficiente, o resto, é o que sou, se não gosta, não posso fazer mais nada, porque não sei fingir fora do palco.
Se já fiz coisas das quais me arrependi para poder escrever sobre elas, SIM, fiz, na maioria das vezes atabalhoadamente, me dei mal, me quebrei toda, fodi com um relacionamento que hoje poderia não me trazer tantas feridas dolorosas nem tantos medos de errar de novo.Já nessa época recebia "broncas" por desabafar coisas de um mundo que, ao invés da pessoa tentar compreender, preferiu censurar, julgar, estava errado, como eu posso estar infeliz se estou num relacionamento ótimo? Mas claro, a vida não se resume a isso, e eu mesma me sinto mal ao perceber que a pessoa com quem estou não tem a mente cheia de cores e alegrias, mas quem, em sâ consciência, tem?
E infelizmente, devido À minha instrospectividade natural (e as vezes forçada), encontrei na escrita um refúgio e um deleite ao poder contar histórias, mesmo que bizarras e das quais ainda não consegui me libertar. Isso é um ponto a favor ou contra? Sinceramente...eu quero alguém que goste de mim como eu sou.E ponto.
Isso tudo só fez parte de muitos pensamentos que rodaram na minha cabeça esses dias. Hoje tive de voltar com um dos soníferos, e ainda assim estou aqui, um pouco cansada, mas eu precisava escrever. Saí dos braços quentes e protetores de M. e vim sentar na frente dessa luz porque, ou isso sai, ou não vai haver remédio nem carinho que resolvam.
Hoje fiquei sabendo que uma pessoa importante para mim no presente, mas que no passado foi responsável por um relacionamento muito importante para mim, estendeu esse relacionamento por mais tempo que acho, era sua vontade. Por pena. Não adiantou substituir por compaixão nem por "eu estar fragilizada". Foi pena. Peninha.
Isso me cortou como faca em brasa. Eu saí como a bandida puta, mentirosa e traidora da história, não digna de ser namoradinha da pessoa, mas ela me fez a pior das coisas que um homem pode fazer com uma mulher: ficou comigo por pena. Atenção homens: Se vocês t~em algum pingo de dignidade, por tudo aquilo que é mais sagrado para vocês, JAMAIS fiquem, permaneçam com alguém por pena. É o que pode existir de mais humilhante, mais humilhante do que traição. É como se nos acusássemos de sermos fracas, é subestimar nossa capacidade de se recuperar de coisas que acontecem e que acabam enfraquecendo um relacionamento. Estou falando ao menos de mulheres conscientes de si mesmas, mesmo que sofrendo de moléstias físicas como depressão. Mesmo estando mesmo fragilizadas. Não estou falando das psicóticas que se agarram a homens como se não pudessem respirar sem eles, as que estabelecem total dependencia psicólica. Dessas, meus filhos, aliás, com essas, melhor nem começarem nada!
Pois be, voltando ás mulheres normais, mesmo que dando nossas despirocadas de vez em quando e crises de nervos e tristeza, não vamos morrer se nos deixarem. Não precisamos de pena, precisamos de respeito á nossa personalidade e a nossa futura felicidade!
Hoje ganhei mais uma ferida dessa relação que veio disfarçada de redenção mas que descambou numa baita confusão por que enquanto eu tentava fazer de tudo para resgatar um pouco de amor, a pessoa só tinha peninha, ou como ela preferiu dizer, compaixão, para me dar.
Gostaria muito de ter vivido a vida sem essa merda, esse CU de depressão, que embotou meus sentidos e impediu que eu sacudisse fisicamente uma pessoa e dissesse: OLHA AQUI, DÁ PARA FALAR CLARAMENTE O QUE ESTÁ ERRADO QUE EU FAÇO? (OU NÃO FAÇO)? O QUE DEVO EXATAMENTE FAZER PARA O BEM DE TODOS?(INCLUSIVE DO MEU FUTURO?) Mas, com os sentimentos embotados e postos de lado por quem se sentiu ofendido pelos meus atos,cegos por "princípios de macho", presumo, apenas escrevi, milhões de emails, cartas, cartões, perguntando, implorando, questionando...e tudo que eu ganhei foi mais peninha. Pena enquanto ele aguardava ansiosamente que eu melhorasse para que, se algo ruim acontecesse, ele não se sentisse culpado.
Então, se tornou um grande amigo. Um grande amigo mesmo, alguém que amo e respeito, a quem verdadeiramente devo muito, mas que hoje veio cravar essa faca em mim.
Durma-se com uma dor dessas.
Eu continuo gostando o mesmo de você, mas, foi foda.
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Paciência
Eu tenho de monte. Mesmo tendo ataques horrorosos de nervos nos últimos tempos, eu ainda tenho a pachorra de vir aqui, desperdiçar meu precioso tempo, a preciosa força dos tendões dos meus dedos, para dizer: A PORRA DO BLOG É MEU E EU ESCREVO O QUE EU QUISER! SE EU FAÇO DRAMINHA, FODA-SE, AQUI É MEU ESPAÇO E EU ESCREVO O QUE EU QUISER INDEPENDENTE DA OPINIÃO DE MANÉ, SOBRE MIM OU SOBRE O DIABO A 4!
nÃO GOSTA?
NÃO LÊ!
Não sou porra de marimoon nenhuma querendo criar uma imagem, estou cagando e andando para o que pensam de mim.
Caralho.
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Marcadores: vai se foder
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Mrs. Hyde
Pior que a insônia é não ter onde se esconder quando ela aparece. É não ter mais meu canto para reclamar me esperando silencioso. Eu nem imaginava o quanto isso fosse me doer e o quanto é importante. Para o que me tornei, para o que a solidão e as bizarrices da vida fizera de mim. Hoje já não consigo deitar num colo e ficar conversando até dormir. É triste isso. É revoltante.
Tornei-me escrava daquilo que me incomodou durante anos. Do que me incomoda. E ainda consigo deixar tudo pior quando ajo de uma forma tão inacreditável que eu mesma não concebo, pareceu um pesadelo, daqueles que a gente REALMENTE fica se perguntando porque agiu do jeito que agiu. Só que não foi pesadelo, aconteceu.E houve testemunhas. Por mais que eu me analisasse e encontrasse os gatilhos psicológicos coniventes, já foi, aconteceu. E o conhecimento desses tais gatilhos não ameniza nada, nem para mim nem para os que foram atingidos.
Anos de terapia, milhões de páginas de livros, toneladas de remédios, milhares de decepções, de perdões não concedidos, e de novo vejo que, cacete de lado o caralho, eu continuo a mesma nojentinha, a bruxinha que se descobriu proscrita aos 4 anos de idade, feia e sozinha, em meio às princesas que hoje, volta e meia, embora mais próximas, não deixaram mais cedo ou mais tarde de me desprezarem, ainda que eu faça o que manda o bom senso, o que seja bom, certo e politicamente correto."Iluda-se um tempo, darling, porque você vai ter seu troco por ter nos enganado", algo assim.
Cansei. Não há nada mais que eu possa fazer contra isso, a não ser me isolar como sempre e dar meus brados inúteis e silenciosos nessa merda de internet.Que ninguém vai se dar ao trabalho de se preocupar.
Quem diabos disse que eu podia ser tanto ou mais que qualquer pessoa?
A merda pode ficar suspensa um tempo, presa, mas é certo, a barragem vai começar a rachar, a vazar aos poucos, e toda ela (a merda) vai voltar, cada vez mais podre, triunfante com o fedor do fracasso.
Consegui dormir alguns dias numa espécie de letargia consciente e realmente achei que esse era o caminho para conseguir viver sem mais sustos, como os que causaram colapsos mentais e cortes físicos. Mas fui acordar justo agora, a porra de mais um ano acabando, olho em volta e já estou sem meu último amigo, sem emprego, sem porra de vida normal, sem o ferro velho que servia para que eu vomitasse a decepção e a revolta pelos anos de vida sem sentido, sem função, sem direção, além do meu jeito nada atraente e uma senhora Hyde pronta para aparecer quando eu queria apenas me divertir, capaz de repelir qualquer pessoa.
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Marcadores: crise
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Carimbo rosa
Era o melhor carimbo. Tinha de ser o melhor. Depois de tanto tempo, tanta espera. Não só o melhor, mas também cor-de-rosa, porque gosto da cor e nunca vi nenhum médico usar um carimbo rosa.Saí carimbando tudo, achando super chique, finalmente MEU carimbo, com nome, profissão e número de registro. Então, não carimbei mais nada e hoje não sei por que diabos fui mexer no carimbo, a salvo da minha decepção comigo mesma, na parte alta do guarda-roupa. Junto com a vida que eu imaginava que teria a essas alturas de idade. Está tão tarde que me assusto. Com o vazio que nem começou a ser preenchido, e o tempo passando. É bem como aquela música...lalala...e sem o seu trabalho, o homem não tem honra/ e sem a sua honra, se morre, se mata. Morro todos os dias e acordo de novo, um renascimento para uma nova morte. Mato todos os dias sentimentos que tenho que evitar, leões, cobras e escorpiões.
Não quero mais isso. Quero honra, quero trabalho. Cresci e não sou ninguém. Diploma, registro, não fez de mim um alguém, quem eu queria ser quando crescesse, não fez de mim uma peça da sociedade, descrição que tanto critiquei quando li num livro, mas que eu daria tudo para ser.
Nada deu certo. Música, dança, pintura, cinema, literatura...nem o que escolhi para "ganhar o pão". Sofro por não conseguir sossegar no coração de quem me ama, vou fazendo planos porque não tem outro jeito, mas cautelosamente, sempre considerando, me preparando para uma possível não-realização. Não seria natural eu pensar assim, depois de tudo ter dado em merda? Haja otimismo! Sei, sei que tem pessoas em situação pior que eu, e todo esse blablablá dos menos favorecidos e tal, mas porra, aqui pelo menos é um lugar em que posso ficar sozinha lambendo minhas feridas! Não vou me sentir melhor sabendo que existe gente pior, que podia ser pior (e sempre fica pior, por mais que eu acha que já chegou no limite para uma pessoa como eu), cada um sente seu problema, sua dor, de fora é muito fácil criticar, ok, critica e vai embora mesmo, todos vão. Já disse que sou diamante que vira carvão e se evapora, para as pessoas lá fora. Hoje chorei, por elas terem me rejeitado, por eu não conseguir achar uma resposta racional para isso, pelo carimbo rosa e por minha cachorrinha me ter em último lugar em sua escala de afetos. Me sinto desconcertada,perdida, bloqueada, esse desabafo custou demais para sair, por isso, se não gostar, esquece que leu e vá "tuitar" ou coisa do tipo. Manter-se ativo na sociedade da qual faz parte, porque eu não faço parte de nada. Então não perca seu tempo escrevendo.
A escrita anda presa, como tudo mais está preso, não consigo mais fazer vazar para as letras as bobagens da minha vida, as histórias fodidas e bizarras que meus anos de vida me trouxeram até hoje. Não consigo mais contá-las para superar a elas, e mandar seus malditos personagens à merda. Porque é por isso que escrevo. É um baita clichê e eu o faço muito mal, mas pelo menos é algo que posso fazer sempre. Enquanto existir lápis e papel ou whatever, disso ninguém me interrompe. Mesmo quando não quer sair nada, como um enjôo permanente, e eu ansiando por um vômito que não quer sair.
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